segunda-feira, 13 de maio de 2013

Para onde vamos?

Clinicar: do latim, debruçar para dar atenção.

Não vendemos serviços de cirurgia plástica; clinicamos na cirurgia plástica; damos atenção, nos envolvemos, nosdedicamos, nos entregamos por inteiro aos nossos pacientes. Não temos clientes, temos pessoas que esperam de nósa resposta para seus problemas, sejam eles uma má formação congênita, uma deformidade adquirida por trauma ou tumores, uma alteração do desenvolvimento corporal ou alterações naturais do envelhecimento.

E como atribuir valor de venda ao que não é passível de ser vendido?

Quanto valem o tempo e a dedicação para uma aprovação no vestibular para medicina? Quanto valem os dias no anatômico, as noites em que se fica debruçado em livros, o tempo investido em plantões e aquele passado ao lado do leito de diversos pacientes, buscando aprender e apreender um pouco mais da medicina?

Quanto valem as horas de estresse e as consumidas em estudo preparatórios para prova de especialização; os dias e as noites estudando e trabalhando a fim de tirar o máximo desse período importantíssimo da nossa formação médica? Quanto vale o esforço para finalizar a formação e, ao mesmo tempo, estudar para prova de título de especialista?

Todos sabemos os sacrifícios que são feitos, mas parece que muitos estão esquecendo disso a partir do momento que entram no tal do "mercado".

Na busca por clientes, estão tentando simplificar algo que, me perdoem o neologismo, é insimplificável.

Como dizer: "É só uma lipinho"; "Ah, isso é simples, faremos um cortinho aqui, uma puxadinha  ali, uns pontinhos acolá e pronto..."; "Que é isso, cirurgiazinha tranquila, pós-operatório fácil, opera na sexta, segunda já tá trabalhando"; ou pior, ".... Te opero na hora do almoço e você volta para o escritório a tarde..."

Volto ao neologismo: não dá para simplificar o insimplificável.

Algo que exige: dedicação para ser aprovado em um dos vestibulares mais difíceis; seis anos de estudo duro na faculdade de medicina; dois anos de suor, estudo e lágrimas na residência de cirurgia geral; e três anos de mais estudo, mais dedicação, mais suor, abdicação e desenvolvimento de senso crítico e um olhar diferenciado para formação completa em cirurgia plástica, não pode ser considerado simples.

Estamos matando nossa especialidade; ela não pode ser taxada de simples, considerando tudo que temos que passar para nos declararmos Cirurgiões Plásticos.

O que é simples vira comum; o comum é corriqueiro; e o corriqueiro não é valorizado por ninguém.

O valor atribuído a qualquer coisa vem dos sacrifícios necessários para se obtê-la, ou da raridade em que ela se constitui.

Diamante; ouro; platina; iridium; petróleo; uma obra de Da Vince ou de Vincent van Gogh; um projeto arquitetônico de Niemeyer etc., tudo passa a ter mais valor por ser raro, por ser único, por não ser simples, por não ser comum.

Ao ficarem difamando nossa especialidade com relatos de "cirurgiazinhas"; procedimentos simples; recuperação rápida, sem riscos de complicações; estamos tirando dela e de nós aquilo que nos valoriza: a complexidade da nossa formação e o quanto nos dedicamos para que, depois de certo tempo, possamos realizar procedimentos com baixos índices de complicações e poucos insucessos.

Não podemos deixar que rebaixem nossa especialidade a uma "coisa" que qualquer um possa fazer em si mesmo, com umas injeções e umas tesouradas, em consultório, auxiliado por qualquer secretária de jaleco descartável, publicando em um vídeo no You Tube.

Temos que prezar nossos esforços; temos que olhar por nossos colegas em formação; não podemos mais nos dar ao luxo de achar que o mercado irá selecionar e excluir os maus profissionais, pois, na verdade, ele está limita os bons pelo valor dos maus.

Temos que fazer algo; educar nossos alunos, mais do que apenas treiná-los. Ética e moral devem fazer parte do nosso dia a dia. Precisamos agir agora, pois estamos a poucos passos da beira do abismo, mas ainda temos tempo de retirar a venda dos olhos, parar e mudar nosso rumo, seguindo assim, para longe da queda abissal e consequentemente porcaminhos mais seguros.

Não sei para onde ir; acho que não tenho experiência de vida suficiente para dar a direção; mas já tenho cabelos brancos suficientes para dizer: "por aqui não dá mais para seguir".

 


Dr. Celso Boechat pelo iPhone

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Mommy Makeover

Trata-se de uma série de procedimentos que visam auxiliar a mulher a atingir uma forma física próxima aquela anterior à gestação.

Dentre estes procedimentos podemos citar os dermatológicos buscando reverter quaisquer alterações de coloração da pele que possam ter surgido em face das alterações hormonais da gestação, principalmente o Melasma (escurecimento da pele na área das bochechas por conta da ação estrogênica); temos ainda os fisioterápicos com a drenagem linfática e o uso de aparelhos de radiofrequencia buscando retirar qualquer edema residual ou pequenos acúmulos de gordura localizada.
Porém, as principais alterações corporais advindas da gestação / lactação são anatômicas e a única maneira efetiva de corrigi-las é utilizando-se da abordagem cirúrgica, que com as mais diversas técnicas disponíveis hoje podem auxiliar a nova mamãe a retomar seu contorno corporal.

Mas quais são estas mudanças que ocorrem no corpo da mulher em decorrência da gestação/lactação?

Durante a gestação o corpo da mulher se prepara para permitir o crescimento e nutrição do feto e nacituro. Permite-se assim a criação de espaço na cavidade abdominal para o desenvolvimento normal do bebê, o que leva a distensão da pele e musculatura da parede abdominal, que raramente retorna a sua posição anterior, deixando uma eterna "barriguinha de mamãe" abaixo da cicatriz umbilical, por conta da flacidez cutânea-musculo-aponeurótica. Podem ainda ocorrer a formação de estrias, geralmente também abaixo do umbigo, que junto com a flacidez da parede abdominal trazem um aspecto pouco gracioso ao abdômen.

A gestação é considerada um estado de alto consumo energético, para o crescimento do bebê, assim, determinadas alterações hormonais aumentam os depósitos de gordura, visando manter a nutrição fetal, caso a mãe apresente uma ingesta reduzida de energia, assim há um aumento dos chamados depósitos de gordura, conhecidos como gorduras localizadas. Estas são aquelas utilizadas como ultima reserva, por isso são tão difíceis de serem reduzidas através da atividade física e dietas. Dentre os depósitos que mais atraem a atenção feminina temos o dos flancos ("pneuzinhos"), os culotes, na região do abdômen ao redor do umbigo e na face interna das coxas.

Já a modificação que mais afeta a auto estima feminina, uma vez que meche com a sua feminilidade, é a que ocorre com as mamas. Como existe estímulo hormonal para desenvolvimento do tecido glandular mamário durante a gestação/lactação, as mamas aumentam de tamanho, distendendo a pele que as contém. Com o encerramento da lactação, o estímulo hormonal cessa, fazendo com que ocorra uma involução do tecido glandular mamário, o que somado à distensão da pele ocorrida, leva a mudança da relação conteúdo - continente da mama, o que pode acarretar em hipomastia, com ou sem Ptose mamária.

E como a cirurgia plástica pode atuar para reverter estas modificações?

No abdômen, pode ser indicado desde uma simples lipoaspiração até a associação desta com a abdominoplastia. O que se busca é reduzir os depósitos de gordura, aumentar a tensão na parede abdominal e retirar o excesso de pele, reduzindo com isso a flacidez e retirando a maioria das estrias que possam existir.

Nas áreas de acumulo de gordura, a lipoaspiração se mostra extremamente eficaz, devolvendo o contorno corporal perdido.

Já nas mamas, devemos reequilibar a relação conteúdo continente, o que pode ser obtido pela inclusão de implantes de silicone, pela ressecção de pele, ou pela associação das duas, de forma a reposicionar as mamas, criar um contorno harmônico do colo mamário e com um tamanho adequado ao tórax de cada paciente.

Agora, para que as chance de sucesso com estes procedimentos seja jota e os riscos reduzidos, alguns cuidados devem ser tomados, tais como:

1.      Buscar por cirurgiões experientes e com formação sólida como os Membros da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica;
2.      Ter o apoio e suporte familiar, uma vez que no pós-operatório, o auxílio de familiares torna este muito mais tranquilo;
3.      Estar ciente do porte da cirurgia, dos riscos envolvidos e das possíveis complicações, para que sejam tomados os cuidados necessários no pós-operatório, evitando-se assim aumento no tempo de recuperação ou resultados indesejáveis;
4.      Ciente dos limites e restrições, para que o pós-operatório não seja um tormento;
5.      Estar bem de saúde;
6.      E ter alcançado a regressão total das alterações hormonais provenientes da gestação/lactação, fato que geralmente ocorre após 6 meses de encerrada a amamentação.

Assim, podemos obter bons resultados com baixíssimo risco de resultados insatisfatórios, aumentando ainda mais a felicidade advinda da maternidade.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Lipoaspiração

Recente matéria na revista Época, mencionando artigo publicado na revista Obesity, faz menção à alterações na distribuição da gordura corporal de pacientes que se submetem a Lipoaspiração. No artigo, assinado pelo PhD Teri Hernandez et al, um grupo de mulheres sedentárias e não obesas se submete a lipoaspiração sem qualquer alteração de seu estilo de vida, estas são acompanhadas pelo período de um ano e avaliadas com diversos exames que buscam avaliar os depósitos de gordura corporal. O artigo encontra evidencias que com o passar do tempo, a gordura corporal se recompõe, contrapondo os efeitos da lipoaspiração.

Apesar do alarde levantado pela mídia leiga, o artigo serviu apenas para trazer mais uma evidencia sobre algo que já era percebido por nós, cirurgiões plásticos. As células de gordura no corpo só se multiplicam em determinadas fases da vida de cada indivíduo, mantendo seu número estável por grande parte da vida adulta, assim a retirada de algumas destas células através da lipoaspiração faz com que a energia extra absorvida na dieta tenha que ser armazenada em um número menor de células fazendo com que as células de gordura que ficaram "engordem" por aquelas que saíram, criando uma nova distribuição da gordura corporal. Há um acúmulo de gordura em sítios não lipoaspirados ou até na cavidade abdominal.

Isto corrobora com a informação, sempre passada pelos cirurgiões plásticos que atuam com responsabilidade, de que a lipoaspiração é uma cirurgia de contorno corporal e não uma cirurgia emagrecedora. Esta só deve ser indicada em pacientes não obesos, ou em processo de emagrecimento, e que houve uma reeducação alimentar e o combate ao sedentarismo, para que o tecido adiposo que restou não seja estimulado a acumular gorduras, mas sim a continuar perdendo esta.

Assim, a coinscientização dos pacientes que serão submetidos a lipoaspiração é vital para a manutenção do resultado estético e da saúde a longo prazo.


Dr. Celso Boechat via iPad

terça-feira, 1 de março de 2011

Ritidoplastia

Hoje tivemos o prazer de lembrar dos bons tempos de Residência Médica. No face lift de hoje a Prof(a) Maria Lídia Abreu nos deu o prazer de seu auxílio.
Dr. Celso Boechat via iPad

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Programação de Fevereiro

O ano mal começou e Janeiro já acabou. Neste mês de fevereiro manteremos atendimento em todos os consultórios sem interrupções. A agenda cirúrgica está mantida inclusive para o carnaval, uma vez que algumas pacientes já demonstraram interesse em aproveitar a folga para esticar a recuperação. Assim, dia 01 e dia 05 de março já temos cirurgias marcadas.

Caso alguém tenha interesse em algum outro dia desta semana ainda temos disponibilidade para marcação.


Dr. Celso Boechat via iPad

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Ano acabando e correria para operar todas as pacientes.
Agenda cheer ate 23/12/2010


Sent from my iPad

sábado, 20 de novembro de 2010

Homens Seduzidos pela Plástica.


Notícias
Em 2009, das 645,4 mil cirurgias estéticas realizadas no Brasil, 119,2 mil foram em pessoas do sexo masculino
Em 2009, das 645,4 mil cirurgias plásticas realizadas no país, 119,2 mil foram em homens. “Eles buscam acompanhar a vaidade feminina e, hoje, a valorização da estética está muito presente na televisão”, ressalta o cirurgião plástico Frederico Vasconcelos. O especialista foi um dos que registraram aumento de homens no consultório.
Mesmo sem ter números absolutos em mãos, o médico estima que, em 2009, comparado ao ano anterior, atendeu 20% a mais de clientes do sexo masculino. “Eles vão acompanhados pela esposa. Ela se decide por uma cirurgia, ele por outra. Acabou o preconceito de que o homem não podia cuidar da estética”, analisa.
Que diga o estudante de Farmácia Cristian Pádua, 29 anos. Há cinco anos ele foi submetido a uma rinoplastia (cirurgia do nariz) e também tirou o excesso de gordura nas coxas. Na época, o jovem não tinha como negar a rinoplastia, por ser bastante visível. Porém, em relação à lipoaspiração nas pernas, chegou a dizer para os conhecidos que tinha feito uma cirurgia no joelho. “Não tinha coragem de falar a verdade. Fiquei com vergonha. Já o nariz não tinha como esconder”, recorda ele.
Cinco anos depois, o universitário fala sobre o assunto abertamentee sem medo de preconceitos. “Homem tem que cuidar da beleza física sim. Esse privilégio não é somente para as mulheres”, afirma Cristian. “Os homens estão assumindo este lado vaidoso”, comenta Frederico Vasconcelos.
A tendência de acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), Sebastião Nelson Edy Guerra, é decorrente do crescimento da cirurgia plástica no Brasil. Enquanto em 2004 foram 616.287 procedimentos, no ano passado foram um pouco mais de 645 mil. “ O público masculino tem procurado muito os consultórios, um aumento de cerca de 30%, relacionando os últimos 16 anos. Agora, estamos fazendo um novo levantamento para sabermos os números reais da cirurgia plástica no Brasil e o perfil deste público”, adianta o médico.
Nariz, lipo e pálpebras são os mais procurados
As intervenções mais procuradas não diferem muito pelas quais passam as mulheres. Ainda de acordo com o levantamento do IBOPE, o procedimento mais realizado em homens, no período de 2009, foi a cirurgia das pálpebras com 19 mil cirurgias, seguida do nariz, com quase 16 mil, e lipoaspiração, com pouco mais de 15 mil.
Geralmente, os serviços são procurados por homens entre 18 e 40 anos. “Os mais velhos recorrem insatisfeitos com as bolsas de gordura na região das pálpebras inferiores. Isto reproduz um ar abatido e uma aparência pesada podendo, inclusive, causar alterações visuais”, ressalta o cirurgião plástico Alan Landcker, enfatizando que, no ano passado, atendeu 105 pacientes homens, 25 a mais que no ano anterior – um aumento de cerca de 30 %.
O especialista reforça a tese de que o aumento acontece em virtude da quebra de paradigmas quanto aos cuidados masculinos com a beleza, e ainda diz que a popularização da especialidade a tornou acessível a toda população. “Hoje, uma cirurgia pode ser financiada”, argumenta.
Os custos da intervenção também não se diferem dos praticados nos procedimentos em mulheres, eles dependem da complexidade da cirurgia. “No entanto, antes de qualquer cirurgia plástica, o paciente deve pesquisar, saber se o médico é especialista cadastrado na Sociedade Brasileira e pegar recomendações”, orienta Alan.
No caso dos homens, o cirurgião plástico considera que os procedimentos devem ser mais conservadores e as feições masculinas precisam ser preservadas. “Deve-se evitar sinais de feminilização como, por exemplo, deixar o nariz muito fino e pequeno. Hoje nem é tão preocupante pois a técnica está bastante aprimorada, a tecnologia está avançada”, pondera.
Alan ressalta ainda que a cirurgia plástica em homens tende a ser mais complexa tecnicamente, em função de características do organismo masculino.
No caso deles há mais chances de ocorrer sangramento e inchaços. Por causa do inchaço mais intenso, a recuperação é um pouco mais demorada. “Não tive problemas nenhum com a cirurgia. Por enquanto não penso em fazer uma outra. Mas quem sabe pr5a frente”, revela Franklin Bethônico.

Fonte: Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.